Itália vence França nos pênaltis e conquista o tetra Da Agência Placar
RIO DE JANEIRO - Campeã em 1934, 1938 e 1982, a Itália conquistou, neste domingo, o tetracampeonato da Copa do Mundo. Materazzi e Zidane marcaram os gols da decisão contra a França, em jogo disputado no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha. Após o empate em 1 x 1 no tempo normal, a Azzurra conquistou o título ao vencer por 5 x 3, nos pênaltis.
Esta foi a segunda decisão de Copa do Mundo definida nos pênaltis. Na primeira, em 1994, o Brasil venceu a Itália conquistando o tetracampeonato. Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero e Grosso marcaram os gols do time vencedor. Wiltord, Abidal e Sagnol assinalaram para a França. Trezeguet chutou o segundo pênalti no travessão.
A oportunidade de conquistar o tetracampeonato já havia batido na trave algumas vezes. Em 1990, a Itália foi eliminada nas semifinais, em casa, pela Argentina. Quatro anos depois, o time italiano perdeu a final para o Brasil, nos pênaltis.
Logo no início da partida um susto: o atacante francês Henry se chocou com o zagueiro italiano Cannavaro, que completou a sua centésima partida com a seleção, e caiu desacordado no campo. Mas ele se recuperou a tempo de ver Malouda ser derrubado na área pelo zagueiro Materazzi, aos cinco minutos de jogo.
Zidane, que assim como o zagueiro Thuram fez sua partida de despedida da Seleção Francesa, bateu o pênalti com displicência, mas a bola tocou no travessão, no chão e bateu novamente no travessão. O argentino Jorge Larrionda, primeiro árbitro a apitar uma partida inaugural e uma decisão de uma mesma Copa do Mundo, não titubeou e confirmou o gol.
Com a desvantagem no placar, a Itália passou a pressionar o time francês. Aos 13 minutos, Pirlo cobrou falta com perigo, mas Thuram cabeceou para escanteio. Aos 18 minutos, no entanto, o mesmo Pirlo cobrou um escanteio da direita do ataque e Materazzi empatou a partida, numa linda cabeçada. A partir daí o jogo passou a ficar amarrado no meio-campo, com as duas equipes tendo poucas oportunidades de gol.
As duas melhores chances foram da Itália. Aos 34 minutos, após bela triangulação na ponta direita, Pirlo conseguiu tocar em profundidade para Luca Toni, que chutou forte, mas Thuram mandou para escanteio. Após a cobrança, o mesmo Toni cabeceou a bola no travessão do goleiro Barthez.
A França voltou com mais vontade para o segundo tempo. Aos quatro minutos, Henry fez bela jogada individual, driblou três adversários e tentou o cruzamento para Malouda, que estava livre na área. No entanto, Zambrotta, bem colocado, afastou o perigo.
Logo depois, o técnico francês Raymond Domenech fez a primeira substituição do jogo. Ele tirou Vieira, que sentiu uma contusão na coxa esquerda, e colocou em campo o meia Diarra. Aos 15 minutos, foi a vez de Marcello Lippi fazer duas substituições na Itália.
Ele tirou o volante Perrotta para colocar De Rossi e colocou o atacante Iaquinta na vaga de Francesco Totti.
Mas foi a França que chegou com perigo novamente. Aos 17 minutos, Ribery lançou para Henry na entrada da área italiana. O atacante cortou a marcação e chutou forte, mas Buffon espalmou sem dificuldade.
A Itália teve a sua primeira chance de gol no segundo tempo somente aos 31 minutos, quando Pirlo cobrou uma falta da intermediária. A bola foi para fora, passando rente à trave direita de Barthez. Lippi ainda colocou em campo, aos 40 minutos, o atacante Del Piero na vaga de Camoranesi, mas a Itália parecia conformada com o empate no tempo regulamentar.
Ao contrário da semifinal contra a Alemanha, quando partiu com tudo para o ataque na prorrogação, a Itália entrou em campo com o freio de mão puxado. Já a França foi para cima.
Aos 9min, Ribery tabelou com Malouda, entrou na área e chutou cruzado, com perigo, mas para fora. Logo depois, ele deixou o gramado para a entrada do atacante Trezeguet. Aos 13 minutos, o lateral-direito Sagnol cruzou para Zidane, que cabeceou forte. Mas Buffon defendeu com a mão direita.
Mal o segundo tempo da prorrogação começou e um lance entrou para a história da Copa. Zinedine Zidane acertou uma cabeçada no zagueiro Materazzi e foi expulso, encerrando a sua carreira de forma lamentável.
ITÁLIA 1 x 1 FRANÇA (5 x 3, nos pênaltis)
Itália
Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Perrotta (Iaquinta), Gattuso, Pirlo e Camoranesi (Del Piero); Totti (De Rossi) e Luca Toni.
Técnico: Marcello Lippi
França
Barthez, Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal; Makelele, Vieira (Diarra) e Zidane; Ribery (Trezeguet), Henry (Wiltord) e Malouda.
Técnico: Raymond Domenech
Data: 9/7/2006 (domingo)
Local: Estádio Olímpico, Berlim (ALE)
Árbitro: Jorge Larrionda (ARG)
Assistentes: Dario Garcia e Rodolfo Otero
Cartões amarelos: Zambrotta (ITA). Sagnol, Diarra e Malouda (FRA).
Cartão vermelho: Zidane (FRA).
Gols: Zidane (de pênalti), aos 6 minutos; e Materazzi, aos 18 minutos do primeiro tempo
Gols nos pênaltis: Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero e Grosso (ITA). Wiltord, Abidal e Sagnol (FRA).
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